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Lisboa

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1100-365 Lisboa| url_oficial=www.cm-lisboa.pt/| url_email=municipe@cm-lisboa.pt| }} Lisboa é a capital e maior cidade de Portugal, situada na foz do Rio Tejo. Além de capital do país, é também capital do Distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. A cidade tem cerca de 546 477 habitantes (2001), mas a sua área metropolitana tem cerca de 2,6 milhões, um quarto da população do país.

A cidade corresponde ao concelho, que é pequeno com os seus 83,84 km². A densidade demográfica sobe, portanto, a 6 518,1 h./km². O concelho subdivide-se em 53 freguesias e está limitado a norte pelos municípios de Odivelas e Loures, a oeste por Oeiras, a noroeste pela Amadora e a leste e sul pelo estuário do Tejo. Através do estuário, Lisboa liga-se aos concelhos da Margem Sul: Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.

Conteúdo

História

Existem vestígios de ocupação humana na área que hoje é Lisboa de há muitos milhares de anos, atraídos pela proximidade do rio Tejo. Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói mítico Ulisses. Sabe-se que os gregos antigos tinham na foz do Tejo um posto de comércio, tal como os fenícios e os cartagineses.

Na época romana, iniciada cerca de 205 a.C., designava-se Olissipo. Com o passar do tempo o nome foi-se alterando para Olissipona, Lissapona e finalmente Lisboa (do árabe Lixbûnâ). Os romanos deixaram na cidade um teatro e termas na área que hoje corresponde à colina do Castelo e Baixa.

Com o declínio do Império Romano, seguiu-se o período em que vândalos, alanos, suevos e visigodos tomaram sucessivamente a cidade.

[[imagem:Castelo_de_São_Jorge_Lisboa.jpg|thumb|left|200px|Castelo de S. Jorge visto do Martim Moniz]]

Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África. Construiu-se neste período a cerca moura. Só mais de 400 anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do Reino em 1255.

right|thumb|Rua na Costa do Castelo

Nos últimos séculos da Idade Média a cidade expande-se e torna-se um importante porto com comércio estabelecido com o Norte da Europa e com as cidades costeiras do Mar Mediterrâneo. O Rei D. Dinis manda estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa. A cidade dispõe de grandes edifícios religiosos e conventuais.

De Lisboa partiram numerosas expedições na época dos Descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497. A cidade reforça a sua condição de grande porto, centro mercantil da Europa.

É em Lisboa que se dá a principal revolta que causou a restauração da independência de 1640.

No início do século XVIII, no reinado de D. João V, a cidade é dotada de uma grande obra pública, extraordinária para a época: o Aqueduto das Águas Livres. A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal (daí a parte central designar-se por Baixa Pombalina). A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço, esta com uma belíssima arcada e aberta ao Tejo.

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Pracamarquesdepombal.jpg

Praça Marquês de Pombal, no topo da Avenida da Liberdade

Nos primeiros anos do século XIX Portugal é invadido pelas tropas de Napoleão Bonaparte e o Rei D. João VI retira-se temporariamente para o Brasil. A cidade ressente-se e muitos bens são saqueados pelos invasores. A cidade vive intensamente as lutas liberais e inicia-se uma época de florescimento dos cafés e teatros. Mais tarde (1879) é aberta a Avenida da Liberdade que inicia a expansão citadina para além da Baixa.

Lisboa é o palco principal de mais revoltas ou revoluções: a implantação da república em 1910, e a revolução dos cravos de 1974.

Monumentos

{{Ver artigo principal|Lista de património edificado em Lisboa}} thumb|right|Mosteiro dos Jerónimos

Como monumentos e tópicos de interesse turístico destacam-se, na Lisboa medieval:

Da cidade da época dos Descobrimentos podemos ver hoje na zona de Belém, duas construções classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade:

thumb|right|Torre de Belém

Do início do século XVIII o monumento mais significativo é o Aqueduto das Águas Livres. Após o terramoto de 1755, no plano em grelha aprovado pelo Marquês de Pombal (Baixa Pombalina) para a zona central da cidade, construíram-se as praças do Comércio (o Terreiro do Paço), junto ao Tejo, e do Rossio. Nas proximidades e com interesse histórico ou artístico são ainda a Praça dos Restauradores e o Elevador de Santa Justa, projectado em finais do século XIX por Mesnier du Ponsard, um discípulo de Eiffel.

De referir ainda os palácios reais das Necessidades e da Ajuda, na parte Oeste da cidade.

Em finais do século XIX os planos urbanísticos permitiram estender a cidade além da Baixa para o vale da actual Avenida da Liberdade. Em 1934 é construída a Praça Marquês de Pombal, remate superior da avenida. No século XX sobressaem os extensos planos urbanísticos das Avenidas Novas, da envolvente da Universidade de Lisboa, e da zona dos Olivais, e os mais recentes do Parque das Nações e da Alta de Lisboa, ainda em construção. Os edifícios do fim do século XX mais notáveis em termos de arquitectura, incluem, entre outros, as Torres das Amoreiras (1985, do arquitecto Tomás Taveira, o Centro Cultural de Belém (inaugurado em 1991), a Estação do Oriente (de Santiago Calatrava), a Torre Vasco da Gama e o Oceanário de Lisboa (de Peter Chermayeff), todos de 1998.

Cultura

Música

A música tradicional de Lisboa é o fado, canção nostálgica acompanhada à guitarra portuguesa.

Espaços públicos e museus

[[Image:parquedasnacoes.jpg|thumb|left|Parque das Nações]]

Lisboa dispõe de numerosas universidades públicas e privadas (Universidade de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa), bibliotecas (Biblioteca Nacional) e museus, destacando-se o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Calouste Gulbenkian, o Museu do Chiado, o Museu da Farmácia e o Oceanário de Lisboa. Nas salas de espectáculos destacam-se o Coliseu de Lisboa, a Aula Magna, os auditórios da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Cultural de Belém e o Pavilhão Atlântico.

Gastronomia

A gastronomia de Lisboa é influenciada pela proximidade do mar. Especialidades tipicamente lisboetas são as pataniscas de bacalhau, os peixinhos da horta (bolinhos fritos de feijão verde, não de peixe) na doçaria os famosos pastéis de Belém.

Infra-estruturas

Está ligada à outra margem do Tejo por duas pontes: a ponte 25 de Abril, na parte Sul, inaugurada em 6 de Agosto de 1966, que liga Lisboa e Almada e a ponte Vasco da Gama, inaugurada em Maio de 1998, que liga o nordeste da capital à cidade de Montijo. O aeroporto de Lisboa (aeroporto da Portela) situa-se a 7 km do centro, na zona nordeste da cidade. O porto de Lisboa é paragem de numerosos cruzeiros e um dos principais portos turísticos europeus.

thumb|left|Ponte Vasco da Gama

A cidade acolheu, em 1998, a exposição mundial (Expo 98), subordinada ao tema dos Oceanos. A exposição abriu em 22 de Maio de 1998, precisamente no dia em que se celebraram os 500 anos da descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama.

A cidade dispõe de uma rede ferroviária urbana e suburbana com 8 linhas (sendo 4 de metropolitano (metrô) e 4 de comboio (trem) suburbano) e 118 estações (48 de metropolitano e 70 de comboio suburbano). As principais estações do caminho de ferro são a Estação do Oriente, projecto do arquitecto Santiago Calatrava, Cais do Sodré e Santa Apolónia. A exploração dos autocarros (ônibus) está a cargo da empresa Carris.

As Freguesias

São 53 as freguesias que compõem a cidade de Lisboa; estão agrupadas, para efeitos administrativos, em quatro bairros:

{{Ver também}}

{{Categoria|Lisboa}} {{commons|Lisbon}}

{{Ligações Externas}}

categoria:Cidades de Portugal categoria:Capitais da Europa

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